Química às 16h: Pró-Reitora da USP fala sobre os desafios em consolidar políticas de inclusão e pertencimento

Para a professora Dra. Ana Lucia Duarte Lanna, Pró-Reitora de Inclusão e Pertencimento da Universidade, debates como esse são pilares da excelência acadêmica
Celebrando os 90 anos da Universidade de São Paulo (USP) e os 30 anos do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), a edição especial do “Química às 16h” recebeu a professora Dra. Ana Lucia Duarte Lanna, Pró-Reitora de Inclusão e Pertencimento (PRIP) da USP. No evento da última quinta-feira (21), a docente destacou ações estratégicas e os desafios relacionados à consolidação de políticas de inclusão e pertencimento no âmbito acadêmico.
Criada em 2022, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) reúne áreas diversas como saúde mental, direitos humanos e permanência estudantil. Para Ana Lucia, a criação da PRIP marca um avanço significativo para a USP, que agora trabalha para o fortalecimento das ações. “Nosso principal desafio é consolidar as políticas que construímos. Precisamos mostrar que as dimensões da diversidade melhoram a universidade e contribuem para a excelência da USP”, ressaltou.
Nesse contexto, a Pró-Reitora reforça que durante esses dois anos de trabalho já é possível afirmar os caminhos para mensurar o benefício das ações promovidas pela PRIR. “As políticas são ranqueáveis, mensuráveis e desejáveis, e precisamos transformar essas práticas em normas, procedimentos e sistemas de avaliação”, complementa.
Entre as principais estratégias adotadas pela PRIP para ampliar o trabalho está o impulsionamento das comissões de inclusão e pertencimento nas unidades da USP. “Foi um processo rápido e bem-sucedido, que trouxe capilaridade para nossas ações. Essa estrutura permite implementar políticas claras de ação, fomento e internacionalização, consolidando o tema como parte integrante da vida acadêmica”, explicou a Pró-Reitora.

O desafio da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) é fazer das políticas de inclusão parte da rotina na universidade | Foto: Henrique Fontes/IQSC
Humanização e diversidade – Ao colocar os alunos e servidores como protagonistas do debate sobre inclusão desde o início de sua trajetória na USP, Ana Lucia acredita na humanização do ambiente universitário. “A universidade não é apenas pesquisa e sala de aula. É mais do que isso. É sobre cada um de nós estar preocupado com o outro, garantindo pluralidade e entendendo que isso também é produção de excelência”, destacou.
Para além de um lugar de prestação de serviços, o propósito do PRIP é cultivar um ambiente que acolha e respeite a diversidade de ideias e demandas que borbulham no ambiente acadêmico. “Os lugares têm culturas próprias, interesses próprios, divergências próprias, então a gente aprende muito”, reflete a Pró-Reitora.
Assim, construir esse ambiente onde o estímulo ao pertencimento de grupos diversos é parte do cotidiano da vida universitária é um esforço conjunto. Ana sabe que o trabalho da Pró-Reitoria só terá efetividade enquanto os alunos dialogam com o que está sendo proposto. Por isso, ela os convida. “Prestem atenção às nossas políticas. Ouçam, discutam, implementem e incorporem as iniciativas de inclusão e pertencimento no cotidiano universitário”, concluiu.
Sobre o evento – A palestra “USP 90 anos – IQSC 30 anos: Construindo Pertencimento: o Papel da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento” foi realizada no Anfiteatro “Prof. Edson Rodrigues” e organizada pelos professores Laís Canniatti Brazaca e Marcelo Henrique Gehlen. A conversa, que teve a participação do professor Carlos Alberto Montanari como mediador, representando a Diretoria, integrou as comemorações pelos 90 anos da USP e os 30 anos do Instituto.
Carolina Pelegrin, da Assessoria de Comunicação do IQSC