Agrotóxicos e abelhas

Falar sobre os principais efeitos e consequências da ação dos agrotóxicos sobre as colônias de abelhas, do ponto de vista da Química Analítica Ambiental, é o objetivo do seminário que Ana Maria Barbosa Medina profere no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da USP, no dia 19 de dezembro de 2018, às 10 horas, no anfiteatro A.

As abelhas têm um papel muito importante na sustentação das florestas e da produção agrícola, já que através da polinização mantêm a biodiversidade e aumentam o rendimento de sementes e frutas. “No entanto, nos últimos anos a população das abelhas está em declínio. Vários fatores podem estar contribuindo para isso, tais como: desmatamento, práticas inadequadas de apicultura, agentes patógenos e o uso extensivo de agrotóxicos”, afirma a palestrante.

“Apesar das abelhas não serem o alvo dos agrotóxicos, elas apresentam uma alta vulnerabilidade à contaminação com estas substâncias. Além dos efeitos de toxicidade aguda que causam a morte das abelhas, os agrotóxicos podem também provocar alterações no seu comportamento, que com o decorrer do tempo, originam sérios prejuízos na manutenção das colônias”, complementa.

Ana Maria tem formação em Química com ênfase em Química Ambiental e desenvolve seu doutorado na área de análise de resíduos de agrotóxicos em tecidos de abelhas africanizadas e avaliação dos seus efeitos por meio de biomarcadores bioquímicos, sob orientação da professora doutora Eny Maria Vieira, coordenadora do Grupo de Química Analítica Aplicada a Medicamentos e a Ecossistemas Aquáticos e Terrestres.

Vídeo complementar da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas pode ser acessado aqui.

Inscrições: www.iqsc.usp.br/eventos
Contato: (16) 3373-9909
Endereço: Av. Trabalhador São-carlense, 400

Por Sandra Zambon (Comunicação IQSC) e Ana Maria B. Medina (IQSC)
Foto: Katja/Pixabay CC0

Notícia cadastrada por Sandra Aparecida Zambon da Silva
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