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Pesquisa revela que gotículas de neblina podem transportar fungos e bactérias vivos

Foto: David Riaño-Cortés/Pexels

Uma pesquisa, que contou com a participação do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP), revelou a presença de microrganismos na neblina da Amazônia.

Foto: acervo do pesquisador

O estudo “Amazonian fog harbors viable microbes” , publicado na revista Communications Earth and Environment , mostra que gotículas de neblina podem transportar bactérias e fungos vivos pela floresta.  As amostras foram coletadas no Observatório de Torres Altas da Amazônia e analisadas por pesquisadores que identificaram diferentes espécies de microrganismos presentes na atmosfera amazônica.

“É gratificante, porque é um trabalho que reúne a contribuição de vários pesquisadores, tanto do Brasil quanto do exterior”, afirma o professor Laudemir Carlos Varanda (IQSC-USP), coautor do artigo. “Nossa contribuição foi discutir como as interações eletrostáticas – as cargas positivas e negativas presentes nas superfícies dos microrganismos – influenciam a forma como eles interagem com as gotículas de água do nevoeiro”, complementa.

Os resultados indicam que a neblina pode atuar na dispersão desses microrganismos e influenciar processos atmosféricos, como a formação de nuvens e chuvas na região amazônica.

Notícia cadastrada por Sandra Zambon/IQSC
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