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Órgãos-em-chip: tecnologia que aproxima a pesquisa da complexidade do corpo humano

Imagine células humanas vivas cultivadas em canais microscópicos, fora do corpo, em um ambiente especialmente projeto para reproduzir, em escala reduzida, algumas características e funções de um órgão humano. De maneira simples, isso é o que os cientistas chamam de órgão-em-chip (organ-on-a-chip).

Luiza Góes, explica por que os sistemas microfisiológicos, como os órgãos-em-chip, têm se destacado como modelos in vitro [fora do corpo]. “Além de aumentar a relevância biológica dos estudos, essas tecnologias abrem a possibilidade da construção de modelos personalizados, capazes de incorporar características específicas de diferentes indivíduos ou grupos de pacientes”.

A pesquisadora atua junto ao Grupo de Bioanalítica, Microfabricações e Separações (BioMicS) do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) – USP, e no dia 11 de setembro apresentará seminário on-line, que acontece às 11 horas.

Na ocasião, abordará as principais estratégias para a personalização de sistemas microfisiológicos, com ênfase nas diferentes fontes celulares disponíveis, bem como suas vantagens, limitações e aplicações. Também será explorado como a incorporação da variabilidade humana pode contribuir para o estudo de diferenças individuais na fisiologia, nos mecanismos de doenças e nas respostas a tratamentos.

Luíza Santa Brígida de Barros Góes atua junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioanalítica (INCT-Bio). Em seu doutorado junto ao Grupo BioMicS-IQSC/USP, desenvolve pesquisas em modelos microfisiológicos aplicados à medicina personalizada, com ênfase no desenvolvimento de plataformas microfluídicas vascularizadas, engenharia de tecidos e culturas celulares 3D.

Inscrições: no site do IQSC
Transmissão: pelo Google Meet

por Sandra Zambon com informações de Luíza Góes